Melhores Fundos multimercados em 2017

Alguns gestores conseguiram navegar bem pela queda dos juros, pela alta da bolsa e pela relativa estabilidade do dólar e conseguiram ganhos bem acima do CDI

Os fundos multimercados conseguiram se destacar no ano passado, apesar de toda a instabilidade dos mercados locais e internacionais.

Depois da euforia do começo do ano e do furacão provocado pelas denúncias de Joesley Batista em maio que quase derrubaram o presidente Michel Temer, alguns gestores conseguiram navegar bem pela queda dos juros, pela alta da bolsa e pela relativa estabilidade do dólar e conseguiram ganhos bem acima do juro do CDI, de 9,93% em 2017.

E alguns conseguiram excelentes rentabilidades, em especial os que apostaram mais em ações ao longo do ano. Caso do Safari Fundo de Cotas Multimercado da Safari Capital Gestão de Recursos, que obteve retorno de 27,61%. Alguns nomes tradicionais, porém, tropeçaram em 2017, caso dos fundos multimercados CSHG Verde, da Verde Asset, de Luís Stuhlberger, e do Gávea Macro, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. O levantamento foi feito com a ferramenta de fundos da Economatica.

O fundo Safari é um multimercado voltado para ações e foi criado em maio de 2016. Tem portanto menos de dois anos, mas já acumula desde a criação 57,05% de rendimento, ou 282% do CDI. Seu patrimônio ainda é modesto, R$ 123 milhões, boa parte captados no ano passado, e conta com 306 cotistas.

Mas é um fundo de maior risco, com volatilidade (Value at Risk, ou VaR, que indica a perda máxima estimada para determinado período) de 14,61% ao ano. A gestora foi criada em 2015 e é comandada pelos veteranos Marcelo Cavalheiro, ex-Banco Francês e Brasileiro, Real, Síntese Corretora e Hedging Griffo, e por Elson Yassuda, ex-Banco Patente e também ex-Hedging Griffo.

Outro multimercado de destaque é o Ibiúna Long Biased, outro multimercado focado em ações, e que acumulou 26,04% de retorno no ano passado. A gestora Ibiúna é comandada por dois ex-diretores do Banco Central (BC), Rodrigo Azevedo e Mário Torós. Por dentro do assunto: A Mongeral Aegon apresenta 7 conceitos para quem quer começar a investir em ações Patrocinado 

Mais dois fundos da casa aparecem entre os mais rentáveis do ano, o Ibiúna Hedge STH e o Ibiúna Hedge, menos concentrados em ações, mas com ganhos de 21,48% e 14,12% respectivamente. A diferença de rentabilidade reflete também o risco de cada fundo: o Hedge STH tem VaR de 14% e o Hedge, de 7%.

Olhando um período mais longo, de dois anos, os destaques entre os mais rentáveis do ano passado são o Pacífico Long Bias, com 67,67% (20,96% no ano passado) e o Kapitalo Zeta, com 61,98% (19,90% em 2017).

Ainda falando de ex-diretores do Banco Central, o Mauá Macro, da Mauá Investimentos, de Luiz Fernando Figueiredo, fechou o ano passado com ganho de 16,38%, acumulando em dois anos 50,37%.